quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Empresário recolhe materiais tecnológicos de órgãos públicos em Conceição do Lago Açu após falta de pagamento

O empresário Zé Bento, que atua no ramo tecnológico, iniciou a retirada de materiais e equipamentos fornecidos a diversos órgãos públicos do município de Conceição do Lago Açu após a prefeita Cici não efetuar os pagamentos referentes aos serviços e produtos contratados.

De acordo com as informações, a medida foi tomada depois de sucessivas tentativas de receber os valores em aberto, sem que houvesse retorno por parte da gestão municipal. Diante da situação, o empresário decidiu recolher os equipamentos que estavam em uso em secretarias e demais repartições públicas.

A retirada dos materiais ocorreu em vários órgãos do município e gerou repercussão entre servidores e a população, já que os equipamentos eram utilizados para o funcionamento de serviços administrativos e tecnológicos.

Até o momento, a Prefeitura de Conceição do Lago Açu não se manifestou oficialmente sobre o caso nem apresentou esclarecimentos sobre a situação dos pagamentos pendentes.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Prefeito Alex Almeida é criticado por abandono e demolição de escolas em Lago Verde

No município de Lago Verde e em seus povoados, a realidade da educação pública tem sido marcada por abandono e falta de resultados. Diversas unidades escolares foram demolidas e outras permanecem inutilizadas, sem que, ao longo de quatro anos, tenha sido entregue sequer uma nova sala de aula à população.

Apesar de obras terem sido licitadas, os recursos públicos acabaram sendo direcionados para outras finalidades. Em vários pontos do município, o que se vê são prédios inexistentes, construções paralisadas e terrenos vazios onde deveriam funcionar escolas, cenário que tem gerado indignação entre moradores.

A situação afeta diretamente crianças e jovens, que seguem sem acesso a uma estrutura adequada para estudar. Enquanto isso, a gestão do prefeito Alex Almeida recebeu mais de 40 milhões de reais em apenas um ano, valor que, segundo críticas locais, não resultou em avanços concretos na área educacional.

Integrantes do próprio grupo político do prefeito afirmam que a administração tem concentrado esforços em articulações políticas para se manter no poder. O contexto se torna ainda mais delicado diante da existência de processos de cassação em tramitação na Justiça Eleitoral.

Diante desse quadro, crescem os questionamentos sobre a destinação dos recursos públicos e a falta de prioridade dada à educação, deixando uma geração inteira de estudantes prejudicada pela ausência de obras concluídas e pela descontinuidade de políticas educacionais.



Bacabal: farejadores confirmam passagem de crianças por casa abandonada

 

As buscas pelos irmãos desaparecidos no povoado São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, ganharam um novo desdobramento nesta quinta-feira (15). Cães farejadores das equipes de resgate confirmaram que as crianças passaram por uma casa abandonada na região. A descoberta é considerada um marco importante para a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros, pois ajuda a delimitar o perímetro de buscas e a entender a dinâmica do deslocamento dos menores pela área de mata e palmeirais.

A operação de resgate conta com um esforço conjunto que ultrapassa as fronteiras do Maranhão. Devido à dificuldade do terreno e ao tempo decorrido desde o desaparecimento, equipes especializadas e cães farejadores dos estados do Ceará e do Pará foram deslocados para reforçar os trabalhos. Além do faro dos animais, as autoridades utilizam drones com sensores térmicos e incursões a pé em áreas de difícil acesso.

O trabalho das equipes de busca, no entanto, sofreu uma perda significativa nesta semana com a morte da cadela Iara. O animal, que era peça-chave na localização de rastros, sofreu um mal súbito durante as buscas e não resistiu. A morte da cadela, atribuída ao esforço físico extremo sob as condições climáticas severas da região, causou comoção entre os militares e voluntários envolvidos na missão.

O caso teve início no dia 4 de janeiro, quando três crianças desapareceram no território quilombola. Após 72 horas de angústia, o pequeno Anderson Kauã, de 8 anos, foi localizado por produtores rurais. O menino apresentava um quadro de desidratação severa e estado de choque, mas recebeu atendimento médico imediato e conseguiu sobreviver, tornando-se a principal esperança de informações para localizar os irmãos.

Atualmente, o foco total das autoridades está na localização de Ágatha e Allan, que continuam desaparecidos. A confirmação da passagem pela casa abandonada e o encontro de peças de roupas que supostamente pertencem às crianças são as pistas mais sólidas até o momento. A polícia mantém o sigilo sobre as linhas de investigação para não comprometer o trabalho de campo.

Enquanto as buscas físicas continuam na mata, a Polícia Civil realiza depoimentos sistemáticos com familiares e moradores da comunidade. O objetivo é cruzar informações que possam explicar o que motivou o distanciamento das crianças de sua residência original. A força-tarefa permanece mobilizada por tempo indeterminado até que o paradeiro dos dois irmãos seja finalmente esclarecido.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Ex-prefeito de Cidelândia e dois ex-secretários são condenados por desvio de verbas do Fundeb

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação do ex-prefeito de Cidelândia (MA) José Carlos Sampaio e dos ex-secretários municipais de Administração Eustáquio Sampaio e Weliton Da Silva Rodrigues por atos de improbidade administrativa. Os réus foram responsabilizados pelo desvio e má aplicação de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Entre os anos de 2007 e 2010, a prefeitura de Cidelândia recebeu da União o valor total de R$ 3.371.104,90, destinado à educação no município. No entanto, investigações conduzidas pela Controladoria Geral da União (CGU) identificaram graves irregularidades na aplicação desses recursos.

As investigações apontaram que o ex-prefeito e os dois ex-secretários de administração do município atuavam em conjunto no esquema de fraude, sendo o ex-gestor municipal o responsável por ordenar as despesas e autorizar os pagamentos, enquanto cabia aos ex-secretários empenhar as despesas, liquidar os gastos, atestar as notas fiscais, assinar as folhas de pagamento e alimentar o sistema contábil do município.

Quatro núcleos de fraude – De acordo com os relatórios da CGU, uma parte do recurso, no valor de R$ 27.687,59, foi utilizada para pagar servidores do município de forma indevida. Em novembro de 2007, parte dos professores da rede municipal de ensino de Cidelândia havia sido exonerada dos cargos e, em fevereiro de 2008, a prefeitura utilizou esse valor para pagar um 14º salário a esses professores, mesmo não havendo mais vínculo legal.

Outra parte dos valores, no total de R$ 620.410,05, foram utilizados para pagar servidores que não trabalhavam na educação, não possuíam comprovação de frequência, estavam de licença ou sequer exerciam função. Os servidores beneficiados eram lotados em outros órgãos, como Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e Câmara de Vereadores.

O ex-prefeito afirmou que o montante de R$ 1.137.871,76 foi destinado a obras e reformas em escolas municipais. Contudo, as investigações identificaram que apenas existiam notas fiscais, sem boletins de medição, relatórios de execução, laudos técnicos, fotos oficiais ou termos de recebimento. O próprio gestor admitiu à CGU a ausência de planilhas e medições. Conforme a Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/2021) e a Lei nº 4.320/1964, a medição é obrigatória e sua ausência impede o pagamento legal.

Uma quarta parte dos recursos, no valor de R$ 168.818,69, foi gasta com combustível. A CGU constatou incompatibilidade entre o valor pago e o consumo real possível. Além disso, as notas fiscais apresentavam valores redondos e sequenciais, os postos eram ligados à família do ex-prefeito e não havia registro de quilometragem, requisições ou conferência no atesto de recebimento pelos secretários.

Condenação – Na sentença, a Justiça Federal condenou José Carlos Sampaio, Eustáquio Sampaio e Weliton Da Silva Rodrigues pelo ato de improbidade administrativa.

O ex-gestor municipal deverá ressarcir os danos no valor de 1.954.788,09 e pagar multa no mesmo valor, além de ter os direitos políticos suspensos por 12 anos e ficar proibido de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais também por 12 anos.

Os ex-secretários deverão ressarcir o prejuízo causado ao patrimônio público no valor referente desviado no período em que estavam à frente da Secretaria Municipal de Administração e pagar multa no mesmo valor. Eustáquio Sampaio também teve os direitos políticos suspensos e ficou proibido de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais por dez anos, enquanto Weliton Rodrigues recebeu as mesmas sanções, mas por oito anos

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Comandante e coronéis da PM são afastados por envolvimento na máfia das placas de táxis

  

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), anunciou o afastamento do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Paulo Fernando, após a denúncia feita pela reportagem do Fantástico, da TV Globo, sobre a máfia das placas de táxis. Dois coronéis da corporação também foram afastados após serem citados na matéria.

Dois coronéis da corporação também foram afastados após serem citados na matéria, o comandante do Batalhão de Polícia Ambiental, em São Luís, Mário Sérgio Cutrim dos Santos, e Rômulo Henrique Araújo da Costa. 

O anúncio foi feito nas redes sociais na manhã desta segunda-feira (16). 

“Para que as apurações se concluam com a maior brevidade e total isenção, informo que o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Paulo Fernando, foi afastado de suas atividades, juntamente com todos os demais membros da Polícia Militar envolvidos na investigação sobre aquisição de placas ilegais de táxi. O caso deve ser apurado com todo o rigor necessário. Assume o Comando-Geral da PM o coronel Pitágoras Mendes Nunes”, escreve.

Um esquema de corrupção e sonegação de impostos no Maranhão foi descoberto em investigação do Ministério Público do estado. Nele, pessoas se passam por taxistas e usam até alvarás da profissão para comprar carros com descontos que chegam a R$ 20 mil.

São automóveis novos, sofisticados e nada baratos, que circulam com placas com números vermelhos, que indicam veículo de transporte comercial. Nesse caso, táxis.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

PF tenta prender prefeito eleito de Nova Olinda que está foragido da Justiça

  

O prefeito eleito de Nova Olinda do Maranhão, Ary Menezes, é considerado foragido da Justiça. Ele é um dos alvos da operação Cangaço Eleitoral, deflagrada pela Polícia Federal na manhã de quarta-feira (13).

Foram presos o vice-prefeito eleito de Nova Olinda do Maranhão, Ronildo da Farmácia (MDB), o sogro do prefeito eleito da cidade e a secretária de finanças do município. A PF diz que há indício que parte dos recursos usados para a compra de votos eram dinheiro público.

A operação é um desdobramento do caso que foi destaque no Fantástico, em outubro, quando um eleitor afirmou que vendeu o voto em troca de telhas, sacos de cimento e madeira após sofrer ameaças.

O prefeito Ary Menezes (PP) foi eleito em Nova Olinda do Maranhão por uma diferença de apenas dois votos da segunda candidata colocada, Thaymara Amorim (PL). O município de 14 mil habitantes que teve a disputa pela prefeitura mais acirrada em todo o país.

A operação também cumpriu mandados de prisão e oito de busca e apreensão nas cidades de São Luís e Cantanhede, para desarticular o suposto esquema criminoso de corrupção e crimes eleitorais. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA).

As investigações identificaram fortes indícios da prática de outros crimes, como intimidação de eleitores, além de extorsão qualificada, desvio de recursos públicos, constituição de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, a suspeita é de que o grupo criminoso atuava através de aliciamento de eleitores e posterior compra de votos, seguido de atos de ameaça e intimidação com cobrança de valores e apoio político em favor de candidato a prefeito indicado pelo esquema.

Investigações apontam diversos relatos de pessoas que teriam sido abordadas por integrantes do grupo para que aceitassem dinheiro ou materiais de construção em troca de apoio.

Pessoas que firmaram o acordo, mas mudaram de opinião política ou declaram que não iriam mais votar no candidato a prefeito indicado pelo grupo, relataram terem sofrido ameaças e represálias, inclusive intimidações com armas de fogo.

Outras pessoas ouvidas pela PF também disseram terem sido vítimas de intimidação e ameaças realizadas por indivíduos armados associados ao grupo investigado.

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Comerciante Bacabalense Denuncia Abordagem Intimidatória por Motivos Políticos

Em Bacabal, um incidente ocorrido na quarta-feira, 17 de setembro, trouxe à tona preocupações sobre o uso de coerção política contra apoiadores do candidato da oposição, Marcos Miranda. Luciano Suaris Farias, proprietário de um frigorífico local, foi detido pela Polícia Militar enquanto voltava de uma palestra política de Miranda. Ele portava adesivos de campanha e R$ 2.900,00, fruto de seu trabalho. A situação gerou suspeitas de que a ação policial poderia estar ligada à influência do grupo político do atual prefeito, Edvan Brandão, que apoia Roberto Costa.

A abordagem policial ocorreu nas proximidades da Vila Pedro Brito, local do evento de Miranda, o que levantou questionamentos sobre possíveis manobras para intimidar os eleitores. Dr. Anderson Miranda, advogado e defensor de Marcos Miranda, rapidamente foi à delegacia para interceder. Ele ressaltou que o ato de portar adesivos políticos é uma manifestação de liberdade de expressão, garantida por lei, e que não havia nenhum ilícito na conduta de Luciano.

Luciano, durante seu depoimento, deixou claro que o valor em dinheiro que carregava era legítimo e proveniente de suas atividades comerciais. Após não encontrarem evidências de irregularidade, a polícia o liberou. O comerciante, indignado, reafirmou seu apoio a Marcos Miranda, declarando que não será intimidado pelas tentativas de repressão.

O caso gerou grande repercussão em Bacabal, levantando questionamentos sobre a imparcialidade das forças de segurança durante o período eleitoral. A expectativa é de que a justiça eleitoral investigue o episódio e garanta que o processo eleitoral siga de forma justa e transparente, assegurando o direito ao livre apoio político.