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segunda-feira, 25 de maio de 2015

SEM DINHEIRO DO GOVERNO DO ESTADO, SISTEMA MIRANTE AMARGA PROBLEMAS FINANCEIROS

Jornalista-diz-que-Sarney-venderá-Sistema-Mirante-de-ComunicaçãoRaimundo Garrone - A fonte secou! O Sistema Mirante de Comunicação amarga uma crise financeira sem precedentes com a falta de recursos do Governo do Estado.
Desde janeiro, com a saída do grupo Sarney do Executivo estadual, foi encerrada a transferência de dinheiro público para os cofres da empresa, que chegou a receber cerca de R$ 40 milhões em verbas de publicidade na gestão de Roseana, como revelou o jornalista Lauro Jardim, na coluna Radar Online.
De todas as ramificações, o impacto maior foi nas finanças do jornal “O Estado do Maranhão”. O EMA recebeu R$ 10 milhões apenas em publicidade oficial (comunicados, editais), fora anúncios de marketing. Menos de um terço deste valor foi rateado para os demais veículos do Maranhão. Com o dinheiro mais curto, o periódico vem fazendo cortes no quadro de pessoal.
O contingenciamento de despesas obrigou a saída de Ribamar Correa, diretor de Redação, substituído por Clóvis Cabalau. Funcionários do EMA contam que a ordem é cortar e quem estiver disposto a sair pode falar diretamente com Cabalau para facilitar a matemática financeira do jornal.
O desespero com a falta de dinheiro é tão grande que o grupo político da família Sarney chegou a escalar Zeca Pinheiro, dono da Sofia Comunicação, para tentar abocanhar a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São Luís, numa tentativa de alimentar novamente os cofres do sistema com a ajuda do poder público.
De barriga vazia, resta aos veículos do sistema fazer barulho. Roncar na tentativa de conseguir preencher a lacuna deixada pela falta de dinheiro público.

domingo, 3 de maio de 2015

DEU NO ESTADÃO: AS SUSPEITAS QUE EXPLICAM A SAÚDE DO MA

Preços superfaturados e equipamentos sem uso na terra dos Sarney

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O Estado de São Paulo – Um copo de leite com biscoito a R$ 11, mais de 20 hospitais novos sem uso, superfaturamento de até 85% em serviços de saúde, equipamentos para exames de última geração parados por falta de espaço adequado, suspeita de uso de um helicóptero-ambulância na campanha da filha do secretário. Enquanto isso a população amarga o pior índice de mortalidade infantil do País e doenças do século passado como a hanseníase.
Após quase 50 anos de domínio do clã Sarney no Maranhão, a “caixa-preta” do Estado começa a ser aberta por auditorias encomendadas pela atual gestão, que derrotou o grupo político da família do ex-presidente da República.
Levantamento da Secretaria de Transparência e Controle – criada pelo governador Flávio Dino (PC do B) – nas contas da Saúde aponta sobrepreço de 45% a 85% nos contratos durante a gestão de Roseana Sarney (PMDB), que deixou o governo em dezembro. Quem comandava a pasta da área era seu cunhado Ricardo Murad.
Documentos obtidos pelo Estado mostram o pagamento de R$ 10,95 por um copo de leite com biscoitos à empresa Litucera Engenharia e Limpeza, que doou R$ 200 mil para a deputada estadual Andrea Murad (PMDB), filha do ex-secretário.
Segundo o relatório parcial da auditoria, a Litucera era uma das 19 empresas contratadas sem licitação que aparecem em todas prestações de contas do sistema, o que, de acordo com os auditores, é indício de direcionamento das contratações.
Em Coroatá – cidade governada pela esposa do ex-secretário, Tereza Murad –, os auditores encontraram equipamentos de oftalmologia na casa de amigos dos contratados. Lá, a CM Clínica recebeu R$ 288 mil para atender a demanda de cardiologia de modo ininterrupto, sete dias por semana, mas a empresa esteve presente no hospital somente dois sábados de janeiro, por apenas três horas cada dia.
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No Hospital Carlos Macieira da capital, o simples fato de o governo passar a contar as refeições servidas também pela Litucera – antes o repasse era por preço fechado, independentemente do volume – levou a uma economia de 10 mil pratos ao mês. Ali também se pagava R$ 10 por refeição independente do conteúdo do prato que, às vezes, era apenas uma fruta, um chá com biscoitos ou um copo de suco.
As auditorias recomendam o ressarcimento de pagamentos indevidos, responsabilização dos gestores responsáveis e encaminhamento dos relatórios ao Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público de Controladoria-Geral da União para tomada das medidas cabíveis.
Primeiro Cunhado. Considerado o homem forte da segunda passagem de Roseana pelo governo do Maranhão, entre 2009 e 2014, Murad é alvo da Justiça desde 2005, quando era gerente de Desenvolvimento de São Luís e foi acusado de formação de quadrilha e fraude em licitação na contratação de uma empresa de segurança e limpeza.
Na semana passada, a ex-procuradora-geral de Justiça Maria de Fátima Cordeiro se tornou ré em ação de improbidade por ter recomendado a exclusão de Murad, seu “aliado e amigo pessoal”, segundo o Ministério Público, do processo.
Embora tivesse um amplo gabinete na sede da secretaria, Murad costumava despachar no sofisticado hotel Luzeiros, o mesmo onde o doleiro Alberto Youssef foi preso pela Lava Jato, em março do ano passado.
Um episódio rumoroso envolveu Murad e sua filha, a deputada Andrea Murad, na campanha de 2014. No dia 17 de setembro, ela fez um comício na cidade de São João dos Patos. No mesmo dia, segundo registros da Secretaria de Saúde, o pai usou um helicóptero locado pelo governo para transporte de pacientes em um pacote de R$ 15 milhões por ano para ir até a cidade. No dia seguinte, o helicóptero sofreu uma pane e fez um pouso de emergência numa fazenda em Presidente Dutra. Os órgãos de imprensa da família Sarney noticiaram que Andrea estava com o pai na aeronave. Ela nega enfaticamente a acusação, que virou motivo de debates na Assembleia Legislativa. Segundo registros, das 40 viagens feitas em setembro de 2014, 17 foram no trajeto São Luís-Coroatá, base política dos Murad.
Ao assumir em 2009, Roseana anunciou um ambicioso projeto de construção com verbas do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de 72 hospitais de pequeno, médio e grande portes.
Do total, 42 foram entregues a toque de caixa. Pelo menos cinco deles foram devolvidos pelas prefeituras e estão abandonados por falta de verbas para manutenção, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) não financia o custeio. Outros 17, alguns com obra em fase adiantada, também estão parados.
Em janeiro o BNDES suspendeu os repasses para 27 obras de saúde no Maranhão. Nenhuma delas tinha aprovação da vigilância sanitária, entre outras irregularidades. Destas, 15 foram iniciadas entre abril e setembro de 2014, quando a disputa eleitoral já estava em curso. Algumas estão em fase final de execução, com mais de 80% dos serviços realizados. Ao todo, foram pagos até agora R$ 110 milhões nessas 27 obras. “Vamos readequar o perfil de atendimento desses hospitais de acordo com as orientações do SUS. Não sei explicar o motivo dessa opção. Pode ser incompetência técnica ou motivação política”, diz o atual secretário de Saúde, Marcos Pacheco.
Símbolo. A Secretaria de Transparência e Controle realizou uma auditoria específica no Hospital Carlos Macieira, o maior e mais importante do Maranhão, que leva o nome do pai de dona Marly – mulher de Sarney – e passou por uma série de reformas desde 2009 orçadas inicialmente em R$ 38 milhões, mas que até hoje, quatro contratos e muitas irregularidades depois, já consumiram R$ 158 milhões.
Com 174 leitos comuns e 48 de UTI, o hospital representou um avanço extraordinário no atendimento médico do Maranhão, mas apresenta falhas graves de projeto e construção.
Equipamentos caros, como um aparelho de hemodinâmica da marca Siemens, avaliado em R$ 2 milhões, estão parados em um almoxarifado.
O governo pagou R$ 180 mil pela instalação de cada um dos cinco elevadores, mas há mais de três anos apenas um funciona no prédio de cinco andares. A rede elétrica precária, com frequentes oscilações, coloca em risco aparelhos caríssimos.
Outro problema grave diz respeito ao encanamento. Malfeito, provoca inundações a cada chuva. A estação de tratamento de lixo hospitalar de última geração nunca funcionou. O lixo e esgoto são despejados em um manguezal. Há três anos, funcionários sem qualificação tentam consertar o sistema de esterilização ultravioleta e acabaram na ala oftalmológica com danos na vista.

domingo, 26 de abril de 2015

RECORD MOSTRA NESTA SEGUNDA O RESULTADO DA POLÍTICA CRIMINOSA DA FAMÍLIA SARNEY EM CAXIAS

Maternidade Carmosina Coutinho: atendimento a 48 municípios sem a devida compensação por parte do governo Roseana
Maternidade Carmosina Coutinho: atendimento a 48 municípios sem a devida compensação por parte do governo Roseana
A TV Record  exibe nesta segunda-feira o resultado da política de perseguição do condomínio Sarney/Murad contra a população do leste maranhense, em especial ao município de Caxias, onde está localizada a Maternidade Carmosina Coutinho, sede da regional de saúde responsável pelo atendimento de média e alta complexidade de 41 municípios, além dos 7 que compõem a sua regional.
Foram seis anos da mais feroz atrocidade contra a vida de  uma população estimada  em 1.300.000 mil pessoas, que depende do pleno funcionamento da saúde no município de Caxias, que de 2009 a 2014 ficou sem os repasses pactuados para o devido atendimento dos somente 7 municípios da regional, Afonso Cunha, Aldeias Altas, Buriti, Caxias, Coelho Neto, Duque Bacelar e São João do Soter.
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Segundo cálculos do secretário de saúde de Caxias, Dr. Vinicius Araújo, o município deixou de receber cerca de R$ 40 milhões diante da perseguição política da governadora Roseana Sarney, por conta do apoio ao então candidato ao governo do estado,  Flávio Dino.
Uma barbaridade ainda maior quando ao mesmo tempo o então secretário de estado da saúde,Ricardo Murad, deixou de implantar em outros 41 municípios a Rede Cegonha; uma rede de cuidados projetada pelo Ministério da Saúde para assegurar às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério (fase pós-parto em que a mulher experimenta modificações físicas e psíquicas), bem como assegurar às crianças o direito ao nascimento seguro.
caxias maternidade númerosA migração dessa população desassistida  sobrecarregou  a  Carmosina Coutinho, que já enfrentava dificuldades para atender os 7 municípios da regional devido a falta dos aportes financeiros de responsabilidade do  governo Roseana.
Para completar o descarrego, a maternidade foi obrigada a manter o atendimento com apenas 11 leitos de UTI neonatal, mesmo depois do próprio ministro, Alexandre Padilha, ligar pessoalmente para o secretário Vinicius Araújo avisando que iria corrigir a distorção aumentando para 30 o número de leitos na Unidade de Tratamento Intensivo.
De 2011, data do telefonema, até hoje a autorização não foi publicada no Diário Oficial !
O recuo do ministro tem a marca da vingança do grupo Sarney, que sempre trabalhou contra os municípios que não rezavam a sua cartilha.
A reportagem que será exibida nesta segunda-feira mostrará o resultado dessa política criminosa, com destaque para as mais de 200 mortes de recém-nascidos em 2014.
A equipe da Record esteve em Caxias no início do mês de janeiro, antes  da correção promovida pelo governo Flávio Dino, que já repassou para o município R$ 9 milhões como parte de uma política de reparo aos danos provocados pela ira Sarney/Murad, que inclui ainda a repactuação com o estado do Piauí para que Teresina volte a atender pacientes do Maranhão a partir de uma central de marcação instalada no município de Timon; o que antes não existia.
Para esse tipo de crime não há anistia, e que se continue apontando os culpados na esperança de que um dia eles paguem pelos seus crimes!