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terça-feira, 29 de março de 2016

Roseana Sarney pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão

Brasília – Presente à reunião do PMDB que aprovou o rompimento do partido com o governo Dilma por aclamação, a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney afirmou nesta terça-feira, 29, que a sigla desembarcou na hora certa.
“Estou acompanhando o partido. Está no timingcerto. Era uma questão só de decisão”, afirmou Roseana, que é membro do diretório nacional da sigla. A ex-governadora evitou fazer comentários mais detalhados sobre o governo Dilma.
Roseana e o pai, o ex-senador José Sarney, também do PMDB, usaram e abusaram tanto do governo Lula quanto do de Dilma. Se apoderam de ministérios, indicaram aliados para cargos federais de primeiro escalão dos governos petistas e ainda usufruíram do poder político junto ao Planalto para ganharem as eleições no estado. Locupletaram-se o quanto puderam das benesses do governo federal.
Em recompensa, Roseana, no momento mais delicado de Dilma e Lula,  apunhala os dois pelas costas. Pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão.
Roseana Sarney negou que o pai tenha tido alguma influência em sua decisão de apoiar o desembarque. “Lá em casa todo mundo tem autonomia”, disse.
Questionada se acredita que há motivos para o impeachment da presidente Dilma Rousseff, ela desconversou. “Ainda não avaliei. Mas o que o partido decidir, estarei junta”, disse.
Ao menos Roseana teve a coragem de expor o que pensa, enquanto que o pai, José Sarney, fica em cima do muro esperando a hora certa para se posicionar a favor do lado que vencer.
John Cutrim

Xiii, a coisa ficou preta: PMDB rompe com o Governo Dilma

Nesta terça-feira, o PMDB, maior partido do Congresso e aliado, até agora, do Governo Dilma Rousseff anunciou em uma sessão relâmpago no Congresso que rompe com o Planalto. A saída, costurada pelo vice-presidente Michel Temer, é considerada um movimento crucial a favor do processo do impeachment da presidenta. A tendência é que outras siglas deixem o Governo acompanhando o desembarque. Dilma Rousseff e aliados, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizem que é possível manter Governo apenas com peemedebistas dissidentes, como a ministra da Agricultura, Katia Abreu.
“A partir de hoje, dessa reunião histórica, o PMDB se retira da base do governo Dilma Rousseff. Ninguém está autorizado a exercer qualquer cargo federal em nome do PMDB”, disse o senador que comandou a reunião, Romero Jucá (RR).


sábado, 19 de março de 2016

PMDB já tem data para decidir rompimento com Dilma…

Presidente nacional da legenda e vice-presidente da República, Michel Temer divulgou edital de convocação da reunião pedida por vários diretórios para decidir sobre Moção que propõe o desembarque do governo. Leia abaixo:

Marco D'Eça

sábado, 12 de março de 2016

Sob vaias, Sarney é escolhido “presidente de honra” do PMDB


Maior defensor de um rompimento definitivo com o governo Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente José Sarney mostrou, na manhã deste sábado, que não é mais unanimidade nem dentro do próprio PMDB.

Com o braço na tipoia, o oligarca foi recebido com vaias ao ser anunciado pelo vice-presidente Michel Temer para o posto de presidente de honra do partido, na convenção nacional realizada em Brasília.

Constrangido, Sarney disparou: “O que nos une aqui é o Brasil”.

A reação, ainda que discreta, teria partido da militância favorável à continuidade da aliança com o PT.

O PMDB segue dividido entre continuar com Dilma ou romper com o governo apostando no impeachment.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Vice-presidente Michel Temer desembarca no Maranhão nesta quinta-feira (03)

Com o objetivo de estabelecer diálogo com a sociedade civil e militância do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, chega nesta quinta-feira (03) e cumpre agenda na capital durante toda a manhã.

Os eventos têm por objetivo buscar soluções para o cenário econômico-social brasileiro.

O vice começa sua programação, às 09h, concedendo uma entrevista coletiva à imprensa local, na Sala de Reuniões do Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Maranhão (OAB-MA).

Representantes de instituições participarão do encontro que acontecerá, às 09h30, no auditório da OAB. Advogado constitucionalista, Temer realizará a palestra “Conversando com a Sociedade – Uma visão constitucionalista”.

Após o evento, o peemedebista realizará encontro com a militância do PMDB do Maranhão. O Encontro tem como finalidade fortalecer a unidade da legenda em todas as regiões.

Desde o mês de janeiro, o vice-presidente tem viajado por todas as regiões para fazer campanha interna no PMDB, com a Caravana da Unidade.

A visita de Michel Temer marcará a vinda dos projetos “Caravana da Unidade” e “Uma ponte para mudar o Brasil”, este último tema de sua palestra, que será realizada na sede da Ordem e terá o apoio da Fundação Ulysses Guimarães.

Entre as temáticas a serem abordadas está a necessidade de uma urgente reforma política, que combata não apenas as consequências, mas as causas da corrupção.

Com sua visão jurista, Temer explanará sobre a preservação da economia brasileira, no sentido de tornar viável o seu desenvolvimento, devolvendo ao Estado a capacidade de executar políticas sociais que combatam efetivamente a pobreza e criem oportunidades para todos.

Além de abordar a urgente simplificação do modelo tributário, de modo a estimular o desenvolvimento sustentável do país.

O deputado estadual, Roberto Costa (PMDB), destacou a importância da visita de Michel Temer como autoridade política do nosso país.

“Não se trata de uma visita partidária, mas sim de buscar a maciça participação da sociedade civil na conjuntura política e econômica do país, além de uma oportunidade para divulgar os projetos da Fundação”, afirmou o deputado.

Para o presidente da OAB-MA, Thiago Diaz, a iniciativa da Fundação, bem como do PMDB, mostra a preocupação em discutir o momento vivido pelo país juntamente com a população.

“Assim levamos o debate à sociedade civil com entendimento e cooperação para que possamos todos enfrentar e vencer os desafios que se aproximam”, disse o presidente em exercício do PMDB, Remi Ribeiro ainda destaca:


“A palestra serve de norte para a união dos brasileiros de boa vontade”.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Roseana aguarda recurso do PMDB para iniciar caminhada no interior

Imagem: Blog do Fernando Melo/arquivos
A ex-governadora Roseana Sarney se prepara para iniciar uma caminhada por vários municípios do Estado do Maranhão.

Segundo noticiou o Blog do Luís Pablo, a ex-governadora só aguarda recursos da Direção Nacional do PMDB para começar a maratona.

Como nova presidente do PMDB Mulher no Estado, Roseana pretende resgatar o apoio das antigas lideranças, que estão sendo maltratadas pelo atual governo.

A peemedebista terá um grande desafio de convencer esses líderes a formar um grupão, para fortalecer a voz da oposição no Estado.

Muitas lideranças, inclusive, já estão à espera da visita de Roseana em suas bases. E, ao que tudo indica, a ex-governadora deverá mudar de ideia e enfrentar mais uma nova eleição ao governo.


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Em carta, Roseana diz que caminhada “não acaba”…

Zeca Soares


A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) encaminhou carta ao diretórios municipais do PMDB.
Roseana deixa claro que estará de volta à política e assegura que a partir de janeiro fará visitas às regionais do PMDB em todo o Maranhão.
“Minha eterna gratidão aos que, junto comigo, acreditam que é possível continuar os avanços e que permanecem me acompanhando nessa caminhada que não acaba”, disse.

Leia o documento na íntegra:

RosxenaCarta

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A GUERRA ESTÁ DECLARADA! “Dilma nunca confiou em mim”, diz Temer


Dilma e Temer cada vez mais distantes
“Ela nunca confiou em mim.” Foi essa a reação, em conversa com amigos neste domingo (6), do vice-presidente Michel Temer (PMDB­SP) às declarações da presidente Dilma Rousseff de que espera “integral confiança” do peemedebista durante a tramitação do processo de impeachment contra ela.
Desde a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB­RJ), de aceitar o pedido de afastamento da petista, Temer evitou dar declarações públicas em defesa de Dilma, o que gerou reclamações do governo federal e até desentendimentos entre os dois lados.
Nesta segunda-feira, dia 7, Temer enviou uma carta a Dilma na qual apontou episódios que demonstrariam a “desconfiança” que o governo tem em relação a ele e ao PMDB.
A mensagem, segundo a assessoria da Vice-Presidência, foi enviada em “caráter pessoal” à chefe do Executivo e, nela, ele não “não propôs rompimento” com o governo ou entre partidos, mas defendeu a “reunificação do país”. (Com informações da Folha e do G1)

Leia abaixo a íntegra da carta obtida pela GloboNews:

São Paulo, 07 de Dezembro de 2.015.
Senhora Presidente,
“Verba volant, scripta manent” (As palavras voam, os escritos permanecem)
Por isso lhe escrevo. Muito a propósito do intenso noticiário destes últimos dias e de tudo que me chega aos ouvidos das conversas no Palácio.
Esta é uma carta pessoal. É um desabafo que já deveria ter feito há muito tempo.
Desde logo lhe digo que não é preciso alardear publicamente a necessidade da minha lealdade. Tenho-a revelado ao longo destes cinco anos.
Lealdade institucional pautada pelo art. 79 da Constituição Federal. Sei quais são as funções do Vice. À minha natural discrição conectei aquela derivada daquele dispositivo constitucional.
Entretanto, sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB. Desconfiança incompatível com o que fizemos para manter o apoio pessoal e partidário ao seu governo.
Basta ressaltar que na última convenção apenas 59,9% votaram pela aliança. E só o fizeram, ouso registrar, por que era eu o candidato à reeleição à Vice.
Tenho mantido a unidade do PMDB apoiando seu governo usando o prestígio político que tenho advindo da credibilidade e do respeito que granjeei no partido. Isso tudo não gerou confiança em mim, Gera desconfiança e menosprezo do governo.
Vamos aos fatos. Exemplifico alguns deles.
1. Passei os quatro primeiros anos de governo como vice decorativo. A Senhora sabe disso. Perdi todo protagonismo político que tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas.
2. Jamais eu ou o PMDB fomos chamados para discutir formulações econômicas ou políticas do país; éramos meros acessórios, secundários, subsidiários.
3. A senhora, no segundo mandato, à última hora, não renovou o Ministério da Aviação Civil onde o Moreira Franco fez belíssimo trabalho elogiado durante a Copa do Mundo. Sabia que ele era uma indicação minha. Quis, portanto, desvalorizar-me. Cheguei a registrar este fato no dia seguinte, ao telefone.
4. No episódio Eliseu Padilha, mais recente, ele deixou o Ministério em razão de muitas “desfeitas”, culminando com o que o governo fez a ele, Ministro, retirando sem nenhum aviso prévio, nome com perfil técnico que ele, Ministro da área, indicara para a ANAC. Alardeou-se a) que fora retaliação a mim; b) que ele saiu porque faz parte de uma suposta “conspiração”.
5. Quando a senhora fez um apelo para que eu assumisse a coordenação política, no momento em que o governo estava muito desprestigiado, atendi e fizemos, eu e o Padilha, aprovar o ajuste fiscal. Tema difícil porque dizia respeito aos trabalhadores e aos empresários. Não titubeamos. Estava em jogo o país. Quando se aprovou o ajuste, nada mais do que fazíamos tinha sequência no governo. Os acordos assumidos no Parlamento não foram cumpridos. Realizamos mais de 60 reuniões de lideres e bancadas ao longo do tempo solicitando apoio com a nossa credibilidade. Fomos obrigados a deixar aquela coordenação.
6. De qualquer forma, sou Presidente do PMDB e a senhora resolveu ignorar-me chamando o líder Picciani e seu pai para fazer um acordo sem nenhuma comunicação ao seu Vice e Presidente do Partido. Os dois ministros, sabe a senhora, foram nomeados por ele. E a senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o Deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado.
7. Democrata que sou, converso, sim, senhora Presidente, com a oposição. Sempre o fiz, pelos 24 anos que passei no Parlamento. Aliás, a primeira medida provisória do ajuste foi aprovada graças aos 8 (oito) votos do DEM, 6 (seis) do PSB e 3 do PV, recordando que foi aprovado por apenas 22 votos. Sou criticado por isso, numa visão equivocada do nosso sistema. E não foi sem razão que em duas oportunidades ressaltei que deveríamos reunificar o país. O Palácio resolveu difundir e criticar.
8. Recordo, ainda, que a senhora, na posse, manteve reunião de duas horas com o Vice Presidente Joe Biden – com quem construí boa amizade – sem convidar-me o que gerou em seus assessores a pergunta: o que é que houve que numa reunião com o Vice Presidente dos Estados Unidos, o do Brasil não se faz presente? Antes, no episódio da “espionagem” americana, quando as conversar começaram a ser retomadas, a senhora mandava o Ministro da Justiça, para conversar com o Vice Presidente dos Estados Unidos. Tudo isso tem significado absoluta falta de confiança;
9. Mais recentemente, conversa nossa (das duas maiores autoridades do país) foi divulgada e de maneira inverídica sem nenhuma conexão com o teor da conversa.
10. Até o programa “Uma Ponte para o Futuro”, aplaudido pela sociedade, cujas propostas poderiam ser utilizadas para recuperar a economia e resgatar a confiança foi tido como manobra desleal.
11. PMDB tem ciência de que o governo busca promover a sua divisão, o que já tentou no passado, sem sucesso. A senhora sabe que, como Presidente do PMDB, devo manter cauteloso silencio com o objetivo de procurar o que sempre fiz: a unidade partidária.
Passados estes momentos críticos, tenho certeza de que o País terá tranquilidade para crescer e consolidar as conquistas sociais.
Finalmente, sei que a senhora não tem confiança em mim e no PMDB, hoje, e não terá amanhã. Lamento, mas esta é a minha convicção.

Respeitosamente,
\ L TEMER
A Sua Excelência a Senhora
Doutora DILMA ROUSSEFF
DO. Presidente da República do Brasil
Palácio do Planalto

domingo, 6 de dezembro de 2015

Tucanos fecham apoio a Temer e Dilma pede a auxiliares que monitorem PMDB

Estadão

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) conseguiu nos últimos dias algo raro na política brasileira: a união dos senadores tucanos Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em torno de uma estratégia comum que tem como objetivo a disputa pela Presidência.
Divididos desde o início da crise que ameaça o mandato da presidente Dilma Rousseff, em março deste ano, os três decidiram apoiar – e, em alguns casos, encorajar – Temer a trabalhar pelo impeachment da petista.
O vice-presidente Michel Temer é presidente nacional do PMDB.

Temer: O vice-presidente Michel Temer é presidente nacional do PMDB
Temer
Até meses atrás, apenas Serra era um entusiasta da ideia de ver o peemedebista no Planalto. Aécio jogava para tirar Temer e Dilma de uma só tacada e disputar uma nova eleição. Alckmin queria manter a presidente no cargo até 2018, quando também termina o mandato dele no Palácio dos Bandeirantes.
Por conta das movimentações de seu vice, Dilma não esconde a preocupação com o afastamento cada vez maior dele e pediu aos articuladores políticos do governo que monitorem o PMDB com lupa. Nos bastidores, ministros avaliam que Temer flerta com o PSDB para assegurar sua ascensão ao poder e vai lavar as mãos em relação ao processo de impeachment.
O vice tem conversado há tempos com os tucanos, movimento visto no Planalto como “conspiração”. Com o mote da “pacificação nacional”, porém, Temer circula na oposição e é assíduo interlocutor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fato que intriga até mesmo petistas.
A possibilidade de debandada do PMDB começou a inquietar o governo na sexta-feira, quando o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), aliado de Temer, pediu demissão. Desde então, o Planalto redobrou o cuidado na checagem do índice de fidelidade do principal partido da coligação, que ganhou sete ministérios há dois meses.
Adversário de Dilma, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pressiona os ministros como Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) a entregar os cargos, mas eles resistem.
No Palácio dos Bandeirantes, auxiliares do governador de São Paulo dizem que, dependendo do pêndulo do PMDB e das vozes das ruas, o impeachment pode evoluir rapidamente. Temer vai se encontrar publicamente com Alckmin amanhã, na cerimônia de premiação do grupo de líderes empresariais Lide, presidido por João Doria Jr.
Havia também a expectativa de um encontro reservado entre Alckmin e Temer neste final de semana. A aproximação com adversários do governo está se estreitando. Na quarta-feira, por exemplo, horas antes de Cunha aceitar o pedido de impeachment, Temer, que é presidente do PMDB, foi anfitrião de um almoço com sete senadores de oposição, no Palácio do Jaburu.
À mesa foi discutido o afastamento de Dilma. Um senador observou ali que a presidente não poderia contar nem com Lula e muito menos com o presidente do PT, Rui Falcão, que orientou os três deputados do partido no Conselho de Ética a votar contra a anistia a Cunha. A decisão, com o aval de Lula, foi uma aposta para salvar o PT, desgastado com os escândalos.
Na prática, parte do PSDB aceita apoiar um eventual governo de transição comandado por Temer, caso Dilma caia, desde que o vice garanta não disputar a eleição de 2018. Tucanos dizem, porém, que mesmo assim não ocupariam cargos porque isso seria um “salto no escuro”.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Deputados do PMDB querem censurar a internet e ler suas mensagens

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O relato abaixo vai lhe parecer coisa de ficção.  Mas não é.
A Câmara dos Deputados está tentando aprovar projetos de lei que vão intimidar eleitores que criticam os políticos na internet (quem nunca?), violando liberdades individuais, garantias constitucionais e o bom senso.
É uma inversão de valores que sabota a própria ideia de democracia, reforça a tentativa do Estado de dominar a sociedade, e cria um ‘Big Brother’ a serviço dos políticos e contra os cidadãos.
Cinco projetos de lei — tramitando na Câmara na velocidade da luz — aumentarão penas e, em alguns casos, podem transformar em crime hediondo ‘ofensas’ contra políticos na internet. A votação de um deles, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), será amanhã.
A autora do principal deles, o projeto de lei 1.589, de 2015, é a deputada Soraya Alencar dos Santos, do PMDB do Rio de Janeiro (um selo de qualidade, para quem conhece a política do Estado).
O projeto de Soraya reforma o Marco Civil da Internet para permitir que qualquer ‘autoridade competente’ — qualquer órgão público — possa requerer acesso aos dados de qualquer internauta, sem a necessidade de uma ordem judicial, como ocorre hoje.
Como se isto já não fosse arbitrariedade suficiente, o projeto prevê que a ‘autoridade’ poderá ter acesso também a todas as comunicações do usuário de internet, como as mensagens diretas trocadas no Facebook, Twitter e Whatsapp.
Eleita por Macaé, cidade petroleira do litoral do Rio de Janeiro, a deputada Soraya é desconhecida do Brasil, mas neste dia estava psicografando grandes nomes da História, como Josef Stálin, aquele grande democrata soviético, e J. Edgar Hoover, o poderoso chefe do FBI que invadia a intimidade de seus adversários.

Mas a deputada Soraya quer mais. Ela dobra a meta. Pela lei atual, ‘ofensas’ contra políticos — frequentemente verdades ditas sobre eles — só são investigadas e vão parar na Justiça se o ofendido for à delegacia prestar queixa. O projeto de Soraya acaba com esse incômodo — afinal, políticos como ela são pessoas ocupadas, que não podem perder tempo indo à delegacia.
Pelo projeto de lei, tanto a polícia quanto o Ministério Público poderão investigar qualquer ofensa na internet sem a necessidade de queixa prévia — ou seja, ficarão a serviço dos políticos, que assim poderão intimidar seus criticos na rede.
Para Ronaldo Lemos, professor de direito com doutorado pela USP e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade, “trata-se da maior ameaça à liberdade de expressão que o País já sofreu em muitas décadas.”
O Marco Civil da Internet é uma legislação avançada, que protege a liberdade de expressão dos usuários da rede, e está em linha com as melhores leis sobre o assunto em vigor no mundo. Em matéria de internet, é ele que faz o Brasil ser diferente da Rússia, Turquia e Arábia Saudita, países onde o Poder Executivo tem — por lei — o direito de intervir em conteúdos na internet. No Brasil, o Marco Civil estabeleceu que apenas o Poder Judiciário pode autorizar alguém a tocar em conteúdos na internet – exatamente o que os projetos querem mudar.
Com qualquer busca no Google, você descobrirá que o maior opositor do Marco Civil ao longo de sua tramitação foi o deputado Eduardo Cunha, que chegou à presidência da Câmara em grande parte graças à sua ascendência sobre o PMDB fluminense. Os projetos atuais, que deformam o Marco Civil, parecem um acerto de contas.
Dos cinco projetos de lei em tramitação que tratam da proteção da honra dos políticos, quatro são do PMDB. Três destes projetos aumentam penas para as ‘ofensas’ na internet, e dois tratam do chamado ‘direito ao esquecimento.’  Esta é outra inovação interessante, que atende bem aos políticos, e presta um desserviço à democracia. Se o ‘direito ao esquecimento’ for aprovado, permitirá ao político incomodado com análises criticas sobre sua ética ou performance exigir que estes comentários sejam retirados do ar.  Simples assim.  (É uma versão contemporânea do que os soviéticos faziam, removendo das fotos os membros do regime que caíam em desgraça.)
Ainda que muitos desses projetos sejam o produto de deputados inexpressivos e de mentalidade provinciana — se não de má fé — e ainda que muitos possam ser enterrados pelo Senado (onde repousa a reserva de sanidade da classe política), eles revelam uma agenda oculta de setores específicos que tentam subordinar o cidadão a seus interesses mais particulares. O que estes políticos têm a esconder? Por que temem tanto a voz dos eleitores nos sites e nas redes sociais?
Nos últimos anos, o brasileiro perdeu a estabilidade econômica e precisou ter estômago forte para digerir as revelações da Lava Jato.
Mas o brasileiro não precisa perder mais essa.
Os eleitores do Rio de Janeiro podem ligar para a deputada Soraya — telefone do gabinete: (61) 3215-5352 — pedindo que ela explique para quem trabalha: para os eleitores ou para seus colegas de Câmara.
Talvez assim dê para garantir que, apesar de estarmos ‘quebrados’ e desiludidos, possamos (pelo menos) continuar reclamando de tudo isto que está aí.
***
Abaixo, os links para os projetos de lei em questão:

sábado, 20 de junho de 2015

ROSEANA SARNEY DETONA LUÍS FERNANDO E REBAIXA EDINHO LOBÃO


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Antes amigos, agora trocam farpas...
A ex-governadora Roseana Sarney(PMDB) decidiu falar sobre a saída de seu ex-secretário de Infraestrutura, ou “peão de obras”, como ela mesmo intitulava Luís Fernando Silva do ninho dos sarney’s.
Presentes na reunião que aconteceu nesta quinta-feira (18) na sede do diretório estadual do PMDB no São Francisco em São Luís, os jornalistas Marco D’Eça e Gilberto Leda publicaram em seus respectivos blogs que a filha de sarney afirmou que foi um erro ter escolhido o ex-prefeito de São José de Ribamar como pré-candidato a sua sucessão.
De acordo com Roseana, ninguém no grupo imaginava que Luís Fernando fosse desistir de sua candidatura em cima da hora. Mas acabou por abrir mão da pretensão às vésperas da desincompatibilização.
“Eu errei ao escolher meu candidato. Achei que fosse o melhor. Mas eu não esperei que ele me largasse no meio do caminho, como me largou”, disse ela, durante reunião do PMDB na frente de diversos peemedebistas.
Mesmo realizando um governo desastroso, Roseana disse que ofereceu todas garantias para o ex-prefeito se viabilizar, como uma espécie de governador de fato. Ela ainda disse se arrepender de ter enfrentado todas as lideranças do grupo em defesa do nome do ex-peemedebista desde 2010.
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Roseana falou sobre Luís Fernando durante o encontrou que aconteceu na sede do diretório estadual do PMDB no São Francisco em São Luís, ontem (18).
Sem alternativas, o grupo de Roseana foi obrigado a lançar Lobão Filho (PMDB) que levou uma ‘lavagem’ histórica nas urnas durante a eleição de 2014 na disputa contra o governador eleito Flávio Dino (PCdoB).
Analisando por outra vertente as palavras de Roseana, a ex-governador de forma subliminar simplesmente rebaixou o langoroso suplente de senador Edinho Lobão (PMDB), o classificando de quebra-galho.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O RETORNO DO CARCARÁ: JOÃO ALBERTO QUER RICARDO E ANDREA FORA DO PMDB

imagem_materiaO único entre os líderes do grupo Sarney que acompanha de longe o desenrolar da Operação Lava Jato, o presidente estadual do PMDB, senador João Alberto, provou que é quem de fato comanda os rumos do partido no estado.
Na semana passada, o atual presidente do Conselho de Ética do Senado mostrou as garras de “carcará” e convidou o ex-secretário de Saúde do Estado, Ricardo Murad, deixar o partido e levar junto sua filha, a deputada Andrea Murad. A decisão do dirigente peemedebista foi comunicada à ex-governadora Roseana Sarney após a mesma tentar convencê-lo a solicitar que o deputado Roberto Costa se retratasse das acusações feitas ao seu cunhado.
A reação de João Alberto ao pedido de Roseana é mais um capítulo na crise que consome o PMDB no Maranhão. Tudo começou com um discurso da deputada Andrea Murad defendendo a expulsão do prefeito de Bacuri, Richard Nixon, preso sob acusação de crime de agiotagem. Roberto Costa defendeu o prefeito aliado e sugeriu a expulsão de Ricardo Murad por conta dos inúmeros processos que responde.
A ex-governadora, tentando dar uma de bombeiro, chamou os dois para uma conversa isolada e exigiu que Roberto pedisse desculpas a Ricardo. Obteve como resposta um sonoro não. Diante da recusa do parlamentar, Roseana correu para João Alberto e ordenou que ele obrigasse Roberto a se retratar. O senador disse que não faria isso, que Roberto Costa estava com e razão, que ele não iria se desculpar. Para completar, ofereceu a porta da rua do partido para Ricardo e sua filha, sem o risco da perda do mandato.
Contrariada em seu desejo de humilhar Roberto Costa, a ex-governadora correu para Brasília e foi reclamar com o presidente nacional do PMDB, vice-presidente da República, Michel Temer, mas a lamentação não surtiu efeito. Temer, segundo fontes fidedignas, escutou o choro da Roseana, mas fez de conta que não ouviu.